São Tomé e Príncipe O Pequeno Estado Insular Na COP 23 Destaque

Fazendo parte da delegação liderada pelo Chefe de Estado Santomense, Presidente Evaristo Carvalho, e a poucas horas da sua partida para Bona para participar na 23ª Conferência das Nações Unidas sobre clima (COP23), o Ministro dos Negócios Estrangeiros e Comunidades Urbino Botelho, respondeu algumas questões sobre o tema, sobre os objectivos e participação do país neste grande evento que está a decorrer naquela cidade na Alemanha.

ACIMNEC:
Senhor Ministro quais são os principais objectivos da presença de São Tomé e Príncipe na COP23?

MNEC Urbino Botelho:
São Tomé e Príncipe à semelhança de outros países, vai defender o seu posicionamento relativamente aos danos que têm causado os efeitos das alterações climáticas. Assinamos o Acordo de Paris há dois anos no COP21 em Paris que está sendo implementado. Neste acordo prevê-se algumas medidas quer a nível interno de cada país, em que consiste na necessidade de debelar os efeitos das alterações climáticas, bem como, prevenir situações resultantes das alterações climáticas.

Nós vamos junto de países industrializados advogar no sentido de maior apoio, quer o apoio financeiro para fazer face aos efeitos nefastos das alterações climáticas. Vamos informar daquilo que já fizemos a nível nacional, e do que temos vindo a fazer.

São Tomé e Príncipe pertence ao pequeno grupo de Estados insulares, que estão mais expostos, vulneráveis aos efeitos das alterações climáticas e constituímos um bloco que fala a mesma linguagem, defendemos a mesma posição, tendo em conta as nossas especificidades, e dai, vamos insistir na necessidade de nos apoiarem não só financeiramente, mas também na transferência de tecnologias no sentido de nos prevenirmos de situações como inundações, seca, erosões costeiras que tem causado imensos danos. Esta é a essência da nossa participação na COP23

ACIMNEC:
Senhor Ministro há pouco mencionou que São Tomé e Príncipe vai informar aos parceiros o que se tem vindo a fazer a nível nacional. Pode explicar um pouco mais concretamente, sobre o que já foi feito até à data neste âmbito de prevenção?

MNEC Urbino Botelho:
Em ambas as ilhas temos tomado algumas medidas sobretudo para proteger a população costeira, recuando a zona de habitação que está muito próxima do mar, estamos a fazer o plantio de árvores para substituir as árvores que têm sido abatidas, em certas zonas de forma indiscriminada, temos vindo a tomar medidas no sentido de proteger a floresta já existente, e sancionar aqueles que abatem as arvores de forma descontrolada, isto no que diz respeito à protecção do ambiente, mas temos também vindo a tomar outras medidas, nomeadamente com a agricultura para salvaguardar a segurança alimentar.

Quando a medidas que consistem em salvaguardar o meio ambiente, o que nós temos vindo a fazer e com o apoio dos nossos parceiros das organizações financeiras internacionais, nós apostamos (no quadro dessa medida) até 2025, produzir energias renováveis, e pensamos que até essa data possamos atingir 50% da implementação desta medida, uma vez que as energias renováveis implicam custos elevadíssimos, e sem o apoio não se conseguirá atingir este objectivo, como tal, e com o apoio dos nossos parceiros, mormente o Banco Mundial, que tem estado apoiar-nos, e estamos a trabalhar para arrancar com o projecto das energias renováveis.

ACIMNEC:
E por último, Senhor Ministro quais os resultados que São Tomé e Príncipe expecta desta COP23?

MNEC Urbino Botelho:
Um maior empenhamento da parte dos países industrializados, que são os maiores emissores dos gases de efeito estufa. 
E relativamente aos Estados Unidos, que anunciou a sua retirada do acordo de Paris, esperamos que reveja a sua posição e que ajunte aos outros membros da comunidade internacional neste combate, em que de facto as provas existentes demonstram que as alterações climáticas têm vindo a se fazer sentir em todo o mundo sem excepção.

A nível nacional temos tido factos palpáveis no desequilíbrio da natureza, desde da chegada tardia do período das chuvas, até de termos chuvas a mais que provocam inundações, a subida das marés, por isso esperamos um maior empenho de todos os países se envolvam mais e que haja determinação por parte de todos.

Porque as alterações climáticas, são um problema mundial, como tal a solução, a resposta tem que ser global, tem que existir a conjugação de esforços da parte de toda a comunidade internacional para que de facto se possa mitigar este flagelo que está a assolar o planeta.

MNEC - 15.11.2017

NOTA: 
COP 23 é o nome informal da 23ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC), que está a decorrer em Bona, uma cidade alemã situada no estado de Renânia do Norte-Vestfália, com cerca de 300 mil habitantes, que desde do dia 6, tem uma agenda determinada a retomar as metas definidas no Acordo de Paris assinado em 2015 para a redução de emissões de gases do efeito estufa.

Fiji está a presidir a COP23 com o apoio do governo da Alemanha, até dia 17 de Novembro estarão reunidos nesta Conferência das Nações Unidas sobre alterações climáticas, cerca de 300 países com o objectivo de discutir as mudanças climáticas. 
Evento que se realiza um ano depois da entrada em vigor do Acordo de Paris, conta com a presença de diversos chefes de Estado, entre os quais a Chancelar Alemã Angela Merkel que é a anfitriã, o presidente francês, Emmanuel Macron, bem como secretário-geral da ONU António Guterres.

 

Link para o Acordo de Paris
https://nacoesunidas.org/…/uplo…/2016/04/Acordo-de-Paris.pdf

Modificado em segunda, 11 dezembro 2017 16:39

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